quarta-feira, 18 de maio de 2016

Transtorno do Espectro Autista TEA

TEA é uma categoria diagnóstica que engloba várias desordens relacionadas ao autismo. Nesta categoria, o indivíduo apresenta diversas características, variando desde desordens complexas do desenvolvimento do cérebro antes, durante ou nos primeiros anos de vida. Com causas ainda desconhecidas, este distúrbio caracteriza-se, generalizadamente, pela dificuldade em se comunicar e emitir comportamentos repetitivos, variando apenas em intensidade e frequência dos comportamentos (intensos ou brandos).
As principais características estão associada com a dificuldade de coordenação motora e de atenção, deficiência intelectual, problemas de
saúde física (distúrbio do sono e gastrointestinal), bem como déficit de atenção e hiperatividade, dislexia ou dispraxia, dentre outros.
Algumas pessoas com TEA podem ter dificuldades de aprendizagem em diversos estágios da vida, desde estudar na escola, até aprender atividades da vida diária, como, por exemplo, tomar banho ou preparar a própria refeição. Algumas poderão levar uma vida relativamente “normal”, enquanto outras poderão precisar de apoio especializado ao longo de toda a vida. Sendo diagnosticada nos primeiros anos de vida, a síndrome pode ser tratada com mais eficácia. Acompanhe o quadro para descobrir como reconhecer os primeiros sinais de TEA e procurar ajuda:

IDADE
INTERAÇÃO SOCIAL
LINGUAGEM
BRINCADEIRAS
De 0 a 6 meses
* Crianças com TEA não buscam com o olhar pelo seu cuidador;
 
* Prestam mais atenção à objetos do que pessoas.

* Ignoram ou não reconhecem a fala humana dos que o cuidam;
 
* Tendem ao silêncio ou gritos aleatórios;
 
* Choro indistinto não é distinguível se é fome ou birra. Choro duradouro sem ligação aparente com eventos ou pessoas.
 
* Não exploram objetos e suas formas (sacudir, atirar, bater).
De 6 a 12 meses
* Nesta fase as crianças fazem gestos para pedir colo ou imitando os adultos, crianças com TEA tem dificuldades em reproduzir o comportamento.
* Não respondem pelo nome, só reagem após insistência ou toque;
 
* Não manifestam expressões faciais com significado;
 
* Nesta fase é de se esperar que as crianças ajam como se conversassem respondendo com gritinhos e balbucios, crianças com TEA não agem desta maneira;
 
* Não repetem gestos manuais ou corporais quando solicitados (mandar beijinho) mas podem começar a repetí-los aleatoriamente fora do de contexto.
* Precisam de muita insistência dos adultos para se engajar em brincadeiras.
De 12 a 18 meses
* Não apontam para objetos, não mostram quais objetos despertam sua curiosidade.
* Dificuldade em compreender novas situações fora do cotidiano;
 
* Apresentam menos variações das expressões faciais ao se comunicar. Exprimem alegria, raiva ou frustração, mas não surpresa ou vergonha.
* O jogo de faz-de-conta surge por volta dos 15 meses, em geral isso não ocorre no TEA;
 
* Exploram menos objetos que outras crianças e tendem a fixar-se em uma ação repetitiva do que explorar as funções dos objetos. Não empurram o carrinho, mas ficam girando uma das rodinhas.
De 18 a 24 meses
* Não seguem o olhar do outro ou o apontar para um objeto. Podem olhar para o dedo que aponta, mas não fazem a conexão de algo sendo mostrado por alguém;
 
* Não se interessam em pegar objetos oferecidos por pessoas familiares.
* Gesticulam menos que outras crianças ou utilizam os gestos aleatoriamente. Podem também não ter aprendido a dizer sim e não com gestos de cabeça;
 
* A Linguagem não desenvolve, não exploram a fala e tendem a repetir o que escutam. Fala repetitiva e sem autonomia.
* Não imitam ações dos adultos, não se interessam em brincar de casinha ou representar papéis;
 
* Não brincam com o que o objeto representa, e podem se interessar mais em um aspecto do objeto como girar a rodinha.
De 24 a 36 meses
* Gestos e comentários em respostas aos adultos tendem a ser isolados. Raras iniciativas em apontar, mostrar ou dar objetos.
* A fala tende a ser a repetição da fala de outra pessoa;

* Desinteresse em narrativas do cotidiano e diálogo com pais;
 
* Não fazem distinção de gênero, número e tempo verbal da fala. Tendem a repetir aleatoriamente, não em diálogo com o adulto.
* Tendem a se afastar das outras crianças ou limitar-se a observá-las a distância;
 
* Quando aceitam brincar com outras crianças tem dificuldade em entendê-las.
Fonte: AMAI-SBO Associação de Monitoramento dos Autistas Incluídos em Santa Bárbara d´Oeste.

IMPORTANTE: Estas informações não substituem, em hipótese nenhuma, a avaliação de um profissional qualificado. Procure sempre ajuda profissional!

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